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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Atividade física na idade adulta melhora a vida no envelhecimento


Desempenho físico e condição cardiorrespiratória ficam melhores com exercícios



Os benefícios da atividade física se acumulam ao longo da vida, de acordo com novo estudo publicado no American Journal of Preventive Medicine. Os pesquisadores - da MRC Unit for Lifelong Health, em Londres, Reino Unido, e daSchool of Population Health, University of Queensland, Austrália -, associaram atividades físicas voltadas ao lazer durante toda a idade adulta com a força e o desempenho físico depois da meia idade. 

O estudo acompanhou, por meio de dados, mais de 2400 homens e mulheres, desde março de 1946, ano em que nasceram. Os dados vieram do UK Medical Research Council National Survey of Health and Development. Foram analisados relatos dos próprios pacientes em relação aos níveis de atividade física de lazer enquanto tinham 36, 43 e 53 anos de idade. Quando os voluntários chegaram aos 53 anos, os estudiosos passaram a investigar também força de preensão, equilíbrio em pé e tempo que demoravam em levantar de uma cadeira.

Esses fatores servem como indicadores de força e desempenho físico. A força de preensão é uma medida da condição muscular da parte superior do corpo. O tempo levado para levantar de uma cadeira está associado à força muscular dos membros inferiores, assim como a condição cardiorrespiratória. Já o equilíbrio em pé requer concentração mental e controle motor, além de medir uma série de sistemas neurofisiológicos e sensoriais.

Ao final da análise, descobriu-se que os participantes que eram mais ativos nas três idades analisadas mostraram melhor desempenho no teste de levantamento da cadeira. Pessoas mais ativas nos 43 e 53 anos também foram melhores no teste de equilíbrio em pé. No entanto, os níveis de atividade física e força de preensão não foram associados em mulheres e, entre os homens, a associação só aconteceu entre aqueles com 53 anos. 

Para os pesquisadores, as descobertas sugerem que a promoção das atividades físicas por lazer durante a idade adulta teria efeitos benéficos na saúde das pessoas, quando mais velhas. Isso seria responsável pela melhoria da qualidade de vida da população. 

Atividade física é aliada do cérebro durante o envelhecimento 

Idosos com transtorno cognitivo leve costumam apresentar dificuldades significativas de memória com outras funções cognitivas preservadas, sem que isso atrapalhe de forma expressiva as suas atividades diárias. Outros apresentam uma variante em que a memória é preservada enquanto outras funções estão acometidas. Nem todas as pessoas que apresentam transtorno cognitivo leve apresentarão demência no futuro, mas a maioria poderá desenvolver. A cada ano, cerca de 10-15% de idosos com diagnóstico de transtorno cognitivo leve receberá o diagnóstico de demência, comparado a 1-2% para idosos sem o problema. 

Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) ofereceram um programa de atividade física para 33 idosos com o diagnóstico de transtorno cognitivo leve com média de idade de 70 anos. Uma parte dos idosos recebeu um treinamento aeróbico intenso, de 45-60 minutos por dia, enquanto outra parte realizava apenas alongamento supervisionado, sem elevação da frequência cardíaca. Após seis meses de treinamento, aqueles que foram submetidos à atividade física intensa apresentaram melhora das funções cognitivas quando comparados ao grupo que ficou restrito ao alongamento. E os efeitos positivos foram ainda mais significativos entre as mulheres, o que pode ser explicado por diferentes efeitos no metabolismo das mulheres, como foi demonstrado na produção e utilização de insulina, glicose e hormônio cortisol. 

Já conhecemos uma série de efeitos positivos da atividade física sobre o funcionamento do cérebro, mas vale lembrar também da questão comportamental, já que bons hábitos costumam atrair outros. Indivíduos envolvidos em programas regulares de atividade física têm mais chance de se alimentar melhor, de ficar longe dos excessos e hábitos prejudiciais à saúde e de seguir as orientações médicas, nutricionais e do educador físico.  

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