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segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Hepatite

             Segundo informações do Ministério da Saúde, divulgadas no Dia Mundial de Combate as Hepatites, as hepatites virais mataram mais de 20 mil pessoas no Brasil em dez anos.
De 2000 a 2010, foram registradas 20.771 mortes pelos cinco tipos de hepatites (A, B, C, D e E), num total de 307.446 casos.
Mais de 70% dos casos foram provocadas pela hepatite C, a mais agressiva. Nesse período, houve aumento de 460% no número de casos no país.
A hepatite B aparece em segundo lugar das estatísticas. A transmissão de ambas ocorre pelo contato com sangue ou secreções com o vírus, como, por exemplo, durante relação sexual sem o uso de preservativos (no caso da hepatite B) ou por objetos cortantes, como alicates de unha não esterilizados corretamente (no caso da hepatite C).
No dia 28 de Julho comemorou-se em todo o mundo o Dia Mundial de Combate as Hepatites. A Associação Brasileira de Portadores de Hepatite (ABPH) está nessa luta, apoiando essa causa e lutando para que cada dia mais uma vida seja salva, através do esclarecimento e conhecimento por parte das milhares de pessoas que estão infectadas com o vírus da hepatite e não sabem do seu diagnóstico.

E VOCÊ, JÁ FEZ O SEU TESTE DE HEPATITE HOJE ?

TIPOS DE HEPATITE

Hepatites Virais são processos infecciosos (causados por vírus) e que podem comprometer em graus variáveis a capacidade de funcionamento do fígado. O fígado é um órgão extremamente importante para a nossa saúde. Denomina-se órgão vital por ser imprescindível para a manutenção da vida. São conhecidos na atualidade cinco tipos de hepatites virais, assim classificadas como tipos A, B, C, D e E. As mais frequentes em nossa população são as hepatites virais do tipo A e B, embora a hepatite do tipo C já tenha alcançado cifras significativas trazendo preocupação por suas consequências.

Hepatite A

É a hepatite mais comum entre nós, a que ocorre mais frequentemente em crianças e é a de evolução mais benigna, ou seja, quando o paciente se cura, deixa o menor índice de conseqüências no fígado. O indivíduo se contamina com esse tipo de hepatite através da água, sangue, secreções humanas e em concentrações de público (balneários, praias). Também pode ser transmitida pela via sexual e sangüínea. A infecção na maioria das vezes tem caráter benigno, evoluindo para cura em um ou dois meses; os casos que podem levar a morte são raros e não existe ocorrência de doença crônica.

Hepatite B

É uma hepatite que do ponto de vista clínico é bem tolerada, assim como a hepatite A, mas pode acarretar consequências para o organismo (artrite, erupções cutâneas, glomerulonefrite, periarterite nodosa) e para o fígado e outros órgãos anexos (hepatite crônica, cirrose, hipertensão do sistema venoso portal, hiperesplenismo, deficiência da coagulação sanguínea, etc). O indivíduo se contamina por tatuagens; relações sexuais com indivíduos portadores do vírus; em atividades de alto risco (médicos, dentistas, paramédicos, pessoas que se submetem a diálises, doentes que necessitam de transfusões sanguíneas frequentes, pessoas em contato com material médico hospitalar usado, entre outras).

Hepatite C e E

Já teve vários nomes, mas atualmente é conhecida como Hepatite C. É uma hepatite transmitida por via sanguínea, não havendo evidências seguras de sua transmissão salivar ou pelo sêmen. Já a Hepatite E é de transmissão intestinal e geralmente é epidêmica, principalmente em países de baixa cultura e higiene. Sua mortalidade se associa mais às mulheres.

Outros Tipos de Hepatite

Trata-se da hepatite com CMV ou Hepatite por Citomegalovírus. Os indivíduos se contaminam em contato com alagados ou com pessoas contaminadas. Hepatite por mononucleose é geralmente congênita, mas também pode ser transmitida pelo sangue e, nesse caso, seu período de incubação dura em média doze semanas. Evolui de modo benigno e é autolimitada.

Como Evitar a Hepatite

A prevenção das Hepatites está baseada em: evitar locais de risco, evitar atitudes e procedimentos de risco, cuidados higiênicos–dietéticos, cuidados sexuais e vacinação. Como medidas profiláticas temos algumas vacinas, que de modo geral não possuem contra indicações e sim épocas adequadas para aplicação. As vacinas existentes no mercado possuem poucos efeitos colaterais de importância e os pacientes devem se vacinar só com aconselhamento médico.

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