Blog da Magda Vieira; Nutrição, Saúde e Bem-Estar

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Confira 15 dicas para reduzir a barriga e ficar em forma em poucos dias.

1. Coma alimentos crus e ricos em fibras, para melhorar o funcionamento do intestino e a digestão;

2. Evite bebidas com gases, elas em geral são muito açucaradas e aumentam o volume abdominal;

3. Não coma alimentos fritos sob nenhuma circunstância. Além possuírem muitas calorias dispensáveis pode se ingerir os mesmos alimentos com outro tipo de preparação;

4. Evite consumir temperos prontos ou comidas congeladas industrializadas, pois possuem mais sal e promovem retenção hídrica, aumentando a sensação de inchaço;

5. Inicie as refeições sempre com um prato raso de salada. Isso serve para "forrar" o estômago e controlar a sensação de fome. Comer uma pera 20 minutos antes do almoço e jantar também é um bom truque para diminuir o apetite.

6. Faça alguma atividade física de forma regular. Além de ajudar a emagrecer a barriga, também melhora a circulação, o bem estar e a autoconfiança;

7. Aumente o metabolismo, com o consumo de pimenta vermelha, chá verde, gengibre e água gelada. Esses alimentos são termogênicos e ajudam o corpo a perder calorias, mesmo parado. Cinco a oito copos de água por dia são 200 calorias a menos;

8. Mantenha uma boa postura, pois ela ajuda a diminuir a forma arredondada da barriga;

9. Faça 6 refeições por dia e mastigue bastante. Assim, dá tempo do cérebro entender que já tem comida no estômago;

10. Beba bastante água de preferência longe do horário das refeições. Além de limpar o corpo, também hidrata o intestino, regularizando a função intestinal;

11. Evite os doces como sobremesas, dê preferência às frutas cítricas ou mesmo à gelatina, que também ajuda a combater a flacidez;

12. Elimine todas as fontes de gorduras de adição, como a margarina, as peles das aves ou a gordura das carnes;

13. Não coma mais de um alimento fonte de carboidrato por refeição. Por exemplo, se comer batata, não precisa comer arroz ou se comer macarrão não precisa comer pão na mesma refeição.

14. Leia os rótulos das embalagens antes de comprar e tenha atenção se a informação se refere ao pacote todo ou à apenas uma porção. 

15. Siga essas dicas por, pelo menos, 10 dias e deixe o seu corpo se acostumar com essas mudanças. Os resultados aparecerão em pouco tempo.

É importante adotar um bom estilo de vida e não ficar ansioso por emagrecer, que é uma consequência natural dos bons hábitos alimentares.

Subir todos os dias na balança é desaconselhado, por isso, recomenda-se acompanhar a perda de peso sentindo a evolução na roupa e fazendo a medição da linha da cintura com uma fita métrica e se pesar, somente, a cada 10 dias por exemplo e sempre À mesma hora e na mesma balança

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Restrição de lactose reduz Síndrome do Intestino Irritável

Uma dieta com restrição de lactose foi responsável pela melhora dos pacientes portadores da Síndrome do Intestino Irritável (SII). A doença é psicossomática, ou seja, não tem causa anatômica específica, mas é reflexo de perturbações no organismo, como o estresse, a ansiedade e possíveis infecções anteriores. Os testes foram realizados na Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e englobaram dois grupos de pacientes, ambos com a SII, sendo que um grupo possuía também o diagnóstico de má digestão de lactose. A pesquisa que diagnosticou a melhora nos pacientes foi realizada pela nutricionista Marília Pinheiro César. Os sintomas da SII são cólicas que passam e voltam, gases que provocam distensão do abdômen, crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, sensação de que o intestino não foi plenamente esvaziado após a evacuação.

Segundo Marilia, o estudo teve como principal objetivo “avaliar se a dieta com restrição de lactose gera melhora dos sintomas em todos os pacientes com SII ou somente naqueles que possuem má digestão de lactose diagnosticada”.

Causas da doença
Entre as possíveis causas da SII, estão as ineficiências nos movimentos intestinais ou o intestino pode sofrer com sensibilidade no alongamento. A sua detecção depende da exclusão de outras doenças que possuem causas aparentes. “O portador da SII quase sempre possui algum tipo de intolerância alimentar”, afirma a nutricionista.

Dentre os pacientes estudados, havia dois tipos: aqueles com apenas a SII e os que apresentavam, além da SII, uma má digestão de lactose diagnosticada. Em todos os 81 pacientes foi realizado o exame para diagnosticar a má digestão de lactose. Após esse processo, foi aplicada uma dieta com restrição de lactose em todos os envolvidos na pesquisa. A partir disso, foi avaliado se havia alguma melhora com a inserção da dieta.
O acompanhamento médico dos pacientes foi capaz de comprovar que ambos os grupos com SII, tanto os com má-digestão de lactose e os que digeriam a lactose obtiveram algum tipo de melhora com a dieta de restrição de lactose.

Os resultados surpreenderam a pesquisadora e deram respaldo para outros estudos que visam entender melhor a relação da digestão da lactose e a SII. “O que me surpreendeu foi o fato de que todos pacientes melhoraram com a dieta com restrição de lactose, o que provavelmente defende o fato de serem outros componentes do leite que não a lactose que causem melhora nesses pacientes, ao serem retirados”, comenta Marília.

SII no Brasil
A SII é uma doença que afeta até 25% da população brasileira e, dentre eles, de 70% até 80% possuem alguma intolerância alimentar. Portanto, é de extrema necessidade que a SII seja tratada de forma adequada e de acordo com as tolerâncias do paciente, sem restrições alimentares muito rígidas, que podem provocar deficiências de nutrientes importantes. “Trata-se de um estudo de importância no cenário brasileiro contemporâneo”, considera a nutricionista.

Marilia iniciou sua pesquisa em 2010, pensando em “melhorar a qualidade de vida e o tratamento dietoterápico aplicado aos pacientes com SII”. O período de recrutamento de pacientes foi de maio de 2010 até junho de 2011 e, após análise de resultados, a dissertação de mestrado Efeito da dieta com restrição de lactose em pacientes com síndrome do intestino irritável foi defendida em abril de 2013. A pesquisa contou com a orientação de Adérson Omar Mourão Cintra Damião.

Fonte: www.usp.br
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