Blog da Magda Vieira; Nutrição, Saúde e Bem-Estar

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Alimentação X Cancêr






Hábito alimentares

Muitos componentes da alimentação têm sido associados com o processo de desenvolvimento do câncer, principalmente câncer de mama, cólon (intestino grosso) reto, próstata, esôfago e estômago.

Alimentação de risco

Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação. Neste grupo estão incluídos os alimentos ricos em gorduras, tais como carnes vermelhas, frituras, molhos com maionese, leite integral e derivados, bacon, presuntos, salsichas, lingüiças, mortadelas, dentre outros.

Existem também os alimentos que contêm níveis significativos de agentes cancerígenos. Por exemplo, os nitritos e nitratos usados para conservar alguns tipos de alimentos, como picles, salsichas e outros embutidos e alguns tipos de enlatados, se transformam em nitrosaminas no estômago. As nitrosaminas, que têm ação carcinogênica potente, são responsáveis pelos altos índices de câncer de estômago observados em populações que consomem alimentos com estas características de forma abundante e freqüente. Já os defumados e churrascos são impregnados pelo alcatrão proveniente da fumaça do carvão, o mesmo encontrado na fumaça do cigarro e que tem ação carcinogênica conhecida. 

Os alimentos preservados em sal, como carne-de-sol, charque e peixes salgados, também estão relacionados ao desenvolvimento de câncer de estômago em regiões onde é comum o consumo desses alimentos. Antes de comprar alimentos, compare a quantidade de sódio nas tabelas nutricionais dos produtos.

Cuidados ao preparar os alimentos

O tipo de preparo do alimento também influencia no risco de câncer. Tente adicionar menos sal na hora de fazer a comida, aumentando o uso de temperos como azeite, alho, cebola e salsa. A Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de até 5 g de sal ou 2 g de sódio por dia, ou seja, o equivalente a uma tampa de caneta cheia. Ao fritar, grelhar ou preparar carnes na brasa a temperaturas muito elevadas, podem ser criados compostos que aumentam o risco de câncer de estômago e coloretal. Por isso, métodos de cozimento que usam baixas temperaturas são escolhas mais saudáveis, como vapor, fervura, pochê, ensopado, guisado, cozido ou assado.


Fibras X Gordura

Estudos demonstram que uma alimentação pobre em fibras, com altos teores de gorduras e altos níveis calóricos (hambúrguer, batata frita, bacon etc.), está relacionada a um maior risco para o desenvolvimento de câncer de cólon e de reto, possivelmente porque, sem a ingestão de fibras, o ritmo intestinal desacelera, favorecendo uma exposição mais demorada da mucosa aos agentes cancerígenos encontrados no conteúdo intestinal. Em relação a cânceres de mama e próstata, a ingestão de gordura pode alterar os níveis de hormônio no sangue, aumentando o risco da doença.

Há vários estudos epidemiológicos que sugerem a associação de dieta rica em gordura, principalmente a saturada, com um maior risco de se desenvolver esses tipos de câncer em regiões desenvolvidas, principalmente em países do Ocidente, onde o consumo de alimentos ricos em gordura é alto. Já os cânceres de estômago e de esôfago ocorrem mais freqüentemente em alguns países do Oriente e em regiões pobres onde não há meios adequados de conservação dos alimentos (geladeira), o que torna comum o uso de picles, defumados e alimentos preservados em sal.
Atenção especial deve ser dada aos grãos e cereais. Se armazenados em locais inadequados e úmidos, esses alimentos podem ser contaminados pelo fungo Aspergillus flavus, o qual produz a aflatoxina, substância cancerígena. Essa toxina está relacionada ao desenvolvimento de câncer de fígado.

Como prevenir-se

Algumas mudanças nos nossos hábitos alimentares podem nos ajudar a reduzir os riscos de desenvolvermos câncer. A adoção de uma alimentação saudável contribui não só para a prevenção do câncer, mas também de doenças cardíacas, obesidade e outras enfermidades crônicas como diabetes.

Desde a infância até a idade adulta, o ganho de peso e aumentos na circunferência da cintura devem ser evitados. O índice de massa corporal (IMC) do adulto (20 a 60 anos) deve estar entre 18,5 e 24,9 kg/m2. O IMC entre 25 e 29,9 indica sobrepeso. Com IMC acima de 30 a pessoa é considerada obesa. O IMC é calculado dividindo-se o peso (em kg) pela altura ao quadrado (em m). Veja a fórmula.
            peso
IMC = ------------------
(altura x altura)

Frutas, verduras, legumes e cereais integrais contêm nutrientes, tais como vitaminas, fibras e outros compostos, que auxiliam as defesas naturais do corpo a destruírem os carcinógenos antes que eles causem sérios danos às células. Esses tipos de alimentos também podem bloquear ou reverter os estágios iniciais do processo de carcinogênese e, portanto, devem ser consumidos com freqüência.

Hoje já está estabelecido que uma alimentação rica nesses alimentos ajuda a diminuir o risco de câncer de pulmão, cólon e reto, estômago, boca, faringe e esôfago. Provavelmente, reduzem também o risco de câncer de mama, bexiga, laringe e pâncreas, e possivelmente o de ovário, endométrio, colo do útero, tireoide, fígado, próstata e rim.

As fibras, apesar de não serem digeridas pelo organismo, ajudam a regularizar o funcionamento do intestino, reduzindo o tempo de contato de substâncias cancerígenas com a parede do intestino grosso.

A tendência cada vez maior da ingestão de vitaminas em comprimidos não substitui uma boa alimentação. Os nutrientes protetores só funcionam quando consumidos através dos alimentos, o uso de vitaminas e outros nutrientes isolados na forma de suplementos não é recomendável para prevenção do câncer.

Vale a pena frisar que a alimentação saudável somente funcionará como fator protetor, quando adotada constantemente, no decorrer da vida. Neste aspecto devem ser valorizados e incentivados antigos hábitos alimentares do brasileiro, como o uso do arroz com feijão.

Como se alimenta o brasileiro

No Brasil, observa-se que os tipos de câncer que se relacionam aos hábitos alimentares estão entre as seis primeiras causas de mortalidade por câncer. O perfil de consumo de alimentos que contêm fatores de proteção está abaixo do recomendado em diversas regiões do país. De acordo com uma pesquisa do Ministério da Saúde, que em 2010 entrevistou 54.367 pessoas, o padrão alimentar no país mudou para pior.

Apesar de consumir mais frutas e verduras, o brasileiro continua a comer muita carne gordurosa (1 em cada 3 entrevistados) e tem optado por alimentos práticos, como comidas semiprontas, que são menos nutritivas. A ingestão de fibras também é baixa, onde se observa coincidentemente, uma significativa freqüência de câncer de cólon e reto. O feijão, alimento rico em ferro e fibras, que tradicionalmente fazia o famoso par com o arroz, perdeu espaço na mesa dos brasileiros. Para agravar o quadro, eles também tem se exercitado menos. Em 2006, 71,9% da população revelava comer o grão ao menos cinco vezes na semana. Em 2010, a média caiu para 65,8%. No estado do Rio, a média de consumo do feijão ainda é alta: 71,7%. A queda na média nacional pode ser atribuída às mudanças na dinâmica da família brasileira, que tem tido cada vez menos tempo de preparar comida em casa e o feijão tem preparo demorado. O consumo de gorduras é mais elevado nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde ocorrem as maiores incidências de câncer de mama no país.

Outro dado negativo é que os refrigerantes e sucos artificiais - que têm alta concentração de açúcar - têm ganhado espaço na preferência dos brasileiros. Ao todo, 76% dos adultos bebem esses produtos pelo menos uma vez por semana e 27,9%, cinco vezes ou mais na semana. O consumo quase que diário aumentou 13,4% em um ano. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a popularidade dos refrigerantes é ainda maior: 42,1% tomam refrigerantes quase todos os dias. Apesar de o mercado oferecer cada vez mais versões com menos açúcar, como os diet e os light , somente 15% dos brasileiros optam por eles. Os jovens também preferem alimentos como hambúrguer, cachorro-quente, batata frita que incluem a maioria dos fatores de risco alimentares acima relacionados e que praticamente não apresentam nenhum fator protetor. Essa tendência se observa não só nos hábitos alimentares das classes sociais mais abastadas, mas também nas menos favorecidas. O consumo de alimentos ricos em fatores de proteção, tais como frutas, verduras, legumes e cereais, tem aumentado, mas ainda é baixo. Segundo o levantamento do Ministério da Saúde, 30,4% da população com mais de 18 anos comem frutas e hortaliças cinco ou mais vezes na semana. Entre os entrevistados, 18,9% disseram consumir cinco porções diárias (cerca de 400 gramas) desses alimentos, mais do que o dobro do percentual registrado em 2006.



Portal da Saúde do Ministério da Saúde e obtenha mais informações sobre alimentação saudável.

Fonte: http://www1.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=18

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

CÁLCIO PARA VIDA TODA



cálcio é um mineral que participa na formação e recuperação da estrutura óssea, as crianças e adolescentes precisam consumir sempre, pois é nesta fase que este mineral será armazenado em maior quantidade.

A medida que envelhecemos perdemos a capacidade de armazenar, porém há como evitar que o estoque de cálcio seja induzido a perda, isso acontecerá sempre que o consumo estiver baixo, quando não consumimos cálcio diariamente, na quantidade adequada, o corpo tende a retirá- lo de ossos e dentes.

As mulheres, principalmente em fase de menopausa, em que os níveis de estrogênio estão diminuídos ou não mais produzidos, que coincide com a redução de calcitonina (hormônio inibidor da desmineralização óssea), obriga o metabolismo a retirar cálcio dos ossos e os deixando fragilizados e suscetíveis a lesões por fratura.

Devemos consumir quantidades diárias de alimentos ricos em cálcio: leite e seus derivados (queijos, iogurte, coalhada, requeijão), peixes, soja, brócolis, couve, repolho, batata, laranja, mamão.

Alguns alimentos devem ser evitados na mesma refeição em que se tem oferta de cálcio, ou consumir mais cálcio do que o alimento que ira interferir na absorção do mineral, como: 
  1. Alimentos ricos em cafeína (chá, café, refrigerante a base de cola), a cafeína induz a eliminação de cálcio. 
  2. O ferro e o fósforo devem ser consumidos moderadamente por utilizar o mesmo mecanismos de reabsorção de cálcio, devemos sempre consumir com moderação. 
Além do consumo regular do cálcio, a atividade física é a única maneira do organismo formar massa óssea e fazer com que o organismo aumente os estoques. Para a saúde óssea, deve-se sempre ter hábitos saudáveis, evitar o consumo de álcool, cigarro e praticar exercícios regularmente – principalmente exercícios de força que são mais eficazes em aumentar massa isenta de gordura.


Fonte:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1415-52732003000200005&script=sci_arttext
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-78522001000200007
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-70942012000300011
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0021-75572008000600003

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

A importância do leite materno


O aleitamento materno é a primeira educação nutricional para promoção da saúde que podemos passar para nossos filhos, formando hábitos saudáveis e prevenção de doenças.

O aleitamento materno deve acontecer exclusivamente até 6 meses, sem papas, sucos, água ou chás. Deve-se manter o aleitamento até, no mínimo, 2 anos de idade, junto com alimentos complementares apropriados as idades. As restrições existem em casos específicos, como mães portadoras de HIV/Aids e outras doenças transmitidas verticalmente, nesses casos deve-se orientar alternativas para a melhor saúde da criança.

Nos primeiros anos de vida o aleitamento exclusivo protege a criança contra doenças infecciosas pelo fortalecimento do sistema imune e participa ativamente no desenvolvimento da estrutura óssea e fortalecimento do sistema digestivo, preparando-o para os alimentos complementares.

O alimento complementar não deve substituir o leite, o leite permanece sendo o principal alimento e o complementar será introduzido aos poucos de acordo com o desenvolvimento da criança.

O aleitamento materno traz benefícios primordiais para a saúde da criança e da mãe, que será carregado ao longo da vida. Uma criança amamentada corretamente evitará, tanto o retardo de crescimento, como também o ganho de peso excessivo nos primeiros anos de vida – relação com obesidade, hipertensão, síndrome metabólica, resistência insulínica e incidência de doença cardiovascular.

Portanto, o aleitamento materno deve ser enfatizado para prevenção de doenças na vida adulta.



quinta-feira, 16 de outubro de 2014

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Bolo light de mandioca com coco

Ingredientes:
Bolo de mandioca com coco
½ kg de mandioca
2 xícaras (chá) de leite desnatado - 480ml
½ xícara (chá) de coco fresco ralado - 40g
1 pitada de canela em pó 2 ovos - 100g
1 clara - 35g
5 colheres (sopa) de azeite de oliva espanhol - 50g
5 colheres (sopa) de adoçante culinário em pó - 7,5g

Modo de Preparo:
Preaqueça o forno em temperatura média (180ºC). Descasque a mandioca, lave-a e rale, desprezando o talo central. Sem espremer, coloque a massa de mandioca em uma tigela e misture o leite, o coco e a canela. Reserve. Bata na batedeira os ovos com a clara, 4 colheres (sopa) de azeite de oliva e o adoçante por 5 minutos ou até obter um creme claro. Despeje sobre a mandioca e mexa até ficar homogêneo. Com o azeite de oliva restante, unte uma assadeira (25 cm de diâmetro), despeje a massa e leve ao forno 1 hora ou até que enfiando um palito no bolo ele saia limpo e esteja com uma superfície dourada. Retire do forno. Montagem: corte o bolo em fatias, arrume nos pratos e decore com fios de caramelo e coco ralado queimado.

Informações Nutricionais:

180 Kcalorias;
18,5g de carboidratos;
6g de proteínas;
9,5g de gorduras totais (3g de saturada, 5,5g de monoinsaturada e 1g de poliinsaturada);
54mg de colesterol;
0,5g de fibras;
2,5mg de ferro;
133mg de cálcio

Rendimento: 8 fatias de 115g
Tempo de preparo: 15 minutos (mais 1 hora de forno) 

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Abusou no domingo? É hora de recomeçar

O final de semana é o momento mais esperado da semana, a correria do dia a dia, o estresse das cobranças, metas impostas pelas empresas ou até as dificuldades de se gerenciar o próprio negócio e quando ele chega logo vem as festas, as bebedeiras, os abusos alimentares, churrascos entre outros não é isso? Bom aproveitar, descansar é válido SIM mas agora os hábitos saudáveis devem voltar a todo vapor.

Hoje trago dicas valiosas para recuperar as escorregadas do final de semana, aproveite e coloque em prática: 
  1. Aumente a quantidade de água, os líquidos diminuem a retenção hídrica causada pelo excesso de gordura e bebidas alcoólicas. Prefira a água gelada, ela tende a aumentar o metabolismo do organismo por estar em temperatura extrema e o corpo para retomar a temperatura adequada gasta mais energia; 
  2. Insira pelo menos 3 frutas por dia, coloque-as entre as principais refeições, se conseguir consuma com casca para aumentar a quantidade de fibras diárias; 
  3. As refeições devem ter no mínimo 3 horas de intervalos, e fique no máximo 4 horas de jejum, assim você evita exagerar na próxima refeição, e não come quantidade exageradas; 
  4. Comece as suas refeições com saladas cruas e cozidas, aumenta a quantidade de fibras, gera maior saciedade e faz com que o seu corpo entenda que já está quase satisfeito, com isso você comerá menor quantidade de alimentos; 
  5. Não deixe o arroz e feijão fora das suas refeições, a combinação de aminoácidos destes alimentos faz com que você consuma a refeição mais completa que existe; 
  6. Pratique atividade física diária, a Organização Mundial da Saúde, recomenda pelo menos 30 minutos diários, por isso caminhe, desça um ponto antes, suba mais escadas; 
  7. Misture folhosos verdes escuros (couve, espinafre), gengibre e canelas em suas bebidas, que com certeza além de saborosas ficarão ricas em alimentos termogênicos e diuréticos fazendo com que você elimine as toxinas acumuladas no seu final de semana. 
Para os próximos finais de semana tente diminuir gradativamente as quantidades de bebida alcoólica e gordura, tente também compensar os exageros nas refeições diárias, como por exemplo se o dia for de feijoada no almoço faça uma refeição mais leve no café da manhã e no jantar. Busque uma vida saudável unindo os prazeres e hábitos adequados que com certeza terá uma vida mais longa e com mais saúde.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Uma boa noite de sono depende do que você come!


Ter uma boa noite de sono é privilégio da minoria da população, em 14 de Março desse ano, no Dia Mundial do Sono, avaliou-se que 63% dos brasileiros tem problemas com sono.

Diversos fatores influenciam na qualidade do sono, como: estresse, problemas financeiros, problemas emocionais, colchão e travesseiros inadequados, ruídos, iluminação, local, entre outros.

Boa parte dos entrevistados justificam como “perda de tempo”, no entanto é consenso entre os neurologistas que noites mal dormidas influenciam diretamente em desempenho sexual, performances intelectual e profissional, aumentando risco de depressão, ansiedades e outros transtornos psíquicos.

Analisando casos individuais, algumas profissões são mais suscetíveis a transtornos do sono, as consequências podem ser muito sérias, como os acidentes com motoristas, transportadores de cargas.

Porém, o que não se imagina é que uma alimentação equilibrada e balanceada pode melhorar a qualidade do sono, oferecer maior disposição e energia para desenvolver melhor as funções diárias.

Costumávamos ouvir na infância que crescemos durante o sono, e nossos familiares estavam certos, durante uma noite de sono consolidamos nossa memória, secretamos hormônios de crescimento e saciedade e equilibramos comportamentos genéticos adquiridos, como fome, sede e sexualidade. Neurotransmissores e algumas substâncias intermediam o sono, as substâncias principais são: serotonina, melatonina, vitamina B6 e magnésio. Entendamos a função de cada uma:
  • Serotonina: conhecida como hormônio do bem estar, induz a sensação de melhora do humor, bem estar e conforto;
  • Melatonina: indutora de sono;
  • Vitamina B6: converte o triptofano em serotonina;
  • Magnésio: mecanismo relacionado a serotonina.
Notamos que a alimentação rica em vitamina B6 e magnésio pode ser a chave do sucesso de uma perfeita noite de sono, para que acorde e permaneça durante o dia com sono regular e disposição para suas atividades.

As fontes alimentares destas vitaminas são muito mais simples que se imagina: 01 copo de leite com achocolatado amargo! O “remedinho” diário. O leite é rico em niacina que é transformada em triptofano e, em seguida, em serotonina. Portanto, tomar o bom e velho copo de leite com achocolatado amargo antes de deitar, é certeiro. Se preferir, pode esquentar o leite, altas temperaturas também causam conforto emocional, principalmente em dias frios. Mas se você como eu, tem intolerância a lactose, aqui vai uma lista de alimentos que contem niacina:

Principais fontes:· Amendoim, · Castanha do Pará, · Levedura, · Fígado, · Aves, · Carnes magras, · Leite, · Ovos, · Frutas secas, · Cereais integrais, · Brócolis, · Tomate, · Cenoura, · Abacate, · Batata doce, · Em grande parte dos legumes, verduras e frutas, etc.

A banana e as oleaginosas (castanha do Pará / amêndoas / avelãs / nozes) são ricas em magnésio e podem induzir ao sono, alguns outros alimentos tem o poder calmante, como o maracujá e as folhas de erva cidreira, camomila, melissa, ou seja, você deve rechear o seu dia de alimentos que induzem ao sono, para uma noite de sono de qualidade.

Caso o consumo destes alimentos durante o dia aumente a sensação de cansaço, sono e fadiga no decorrer do trabalho, inicie o consumo por volta de 3 -4 horas antes do horário que pretende se deitar. Prepare o ambiente, com poucos estímulos (barulhos, luzes), escolha travesseiro e colchão adequados e aproveite sua noite.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Alfarroba


Quem ai é chocólatra? Já conhece a alfarroba?

Alfarroba é uma vagem comestível. Parece chocolate mas não é. rs

Tem um gosto semelhante ao chocolate meio amargo, não contém glúten, cafeína, lactose e açúcar. É uma ótima opção para quem gosta de comer um docinho de vez em quando. É um alimento saudável e de alto valor nutritivo.

Possui um baixo valor calórico, é rico em vitaminas, minerais e fibras. Possui apenas 0,7% de gordura.

A alfarroba possui propriedades antioxidantes e seu poder de redução do colesterol do sangue é o dobro de outras fibras. Pode ser encontrado na versão em pó ou farinha, que podem ser usadas no preparo de receitas como bolos, mousse, caldas, entre outras preparações.

Nas lojas de produtos naturais, vende uma variedade de “chocolates” de alfarroba. Que tal experimentar?
 
Beijos...

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Intolerância à lactose.


De uns tempos para cá, o diagnóstico tem se tornado comum.

Já contei em alguns post atrás sobre esse meu histórico de intolerante a lactose desde 2011. De lá pra cá, venho aprendendo a conviver com a negação a vários alimentos que nos rodeia e fazem parte do nosso dia a dia em prol de um bem maior.
Mas o que é essa coisa, afinal? É a intolerância do organismo ao açúcar encontrado no leite, a lactose. Essa disfunção é causada por uma deficiência da enzima lactase, que digere o tal açúcar. Ou seja, os alimentos ricos em lactose não são digeridos, provocando cólicas (muita dor), flatulência, edema e diarreia persistente. A intolerância à lactose pode estar presente desde sempre ou aparecer somente na fase adulta que foi o meu caso. Não tem cura, mas tem jeito! Veja as recomendações.

Evitar o consumo de leite (vaca, cabra, búfala) e derivados como queijo fresco, creme de leite, manteiga, leite condensado, sorvete, chocolate e daí vai.

Atenção! Os rótulos dos alimentos como bolos, pães, biscoitos, tortas, pudins, panquecas, cremes, molhos e algumas margarinas devem ser sempre lidos para você descobrir a possível presença de leite na composição. Alguns alimentos rotulados como não lácteos contêm leite, fique atento! 

A redução severa do consumo de leite pode resultar em deficiência de cálcio. Por isso, consuma outras fontes desse nutriente, como: couve, brócolis, milho, beterraba, espinafre, alface, agrião, lentilha, feijão, quiabo, abóbora, semente de gergelim, soja, tofu (queijo de soja), aveia, peixes e gema de ovo.

Os produtos fermentados iogurte e leite fermentado e queijos maturados podem ser tolerados, para quem tem uma leve intolerância a lactose, pois possuem baixos teores de lactose. 

O leite materno contém lactose, mas o aleitamento não deve ser interrompido, mesmo que o bebê tenha intolerância ao nutriente, a não ser em casos específicos e orientados pelo médico e nutricionista. O que a mãe deve fazer é excluir o leite e alimentos derivados de sua alimentação e da criança.

É permitido o consumo de frutas, verduras, carne bovina, frango, peixes, peru, pães, pudins e bolos feitos sem leite, bolachas de água e sal, gelatinas, ovos e outros que não contenham lactose.

Após a melhora do quadro de intolerância, aposte em leites mistos (de vaca com de soja, por exemplo), testando a aceitação do seu organismo ou adote uma vida sem leite e seus derivados.

Tudo no início pode parecer difícil, mas com o tempo, com novos hábitos, tudo se transforma no seu estilo de vida!

Opte sempre pela saúde!!!!

Beijos....
See you...

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

CASEINATO DE CÁLCIO: JÁ OUVIU FALAR?


suplemento caseína
Ganhar massa muscular é um dos principais objetivos citados por muitos praticantes de atividade física, principalmente quando o assunto é ganhar massa muscular rápido e usar suplementos alimentares para isso. Ganhar massa muscular é um processo gradativo que sempre deve ser acompanhado por um profissional habilitado para isso! Por isso, lembre-se: não se ganha massa muscular muito fácil! Tem que trabalhar muito.

Nos posts anteriores falamos sobre o whey protein, a proteína do soro do leite, que é um dos suplementos alimentares mais indicados para ganho de massa muscular para algumas pessoas. Porém, além desta proteína, um dos suplementos mais amplamente utilizados é o caseinato de cálcio. Mas antes de entender pouco sobre esse suplemento proteico, vamos falar sobre a caseína, que é a proteína pura, encontrada em cerca de 80% do leite bovino.

Podemos obter a caseína a partir do leite desnatado, principalmente por dois processos, que são: precipitação no pH isoelétrico (aquele pH que a proteína apresenta carga elétrica igual a zero) e coagulação pela ação de enzimas proteolíticas, como no processo industrial para obtenção de queijos.

A caseína é insolúvel em água e se separa facilmente de outras proteínas do leite, açúcares e sais minerais. Por esse motivo, ela é adicionada de hidróxido de cálcio (ou de sódio) para que haja aumento da sua solubilidade e assimilação orgânica, sendo denominada caseinato de cálcio (ou caseinato de sódio, conforme o caso).

De acordo com a norma 72 da International Dairy Federation, os caseinatos têm as seguintes especificações:
  • Quanto a cor: devem ser brancos ou cremes claro; 
  • Quanto ao conteúdo de umidade: de 6 a 8%; 
  • Quanto ao conteúdo de proteína: acima de 88%.
As caseínas e os caseinatos (como o de cálcio e o de sódio) são amplamente utilizados como proteínas de liberação prolongada, pois tem uma forte tendência a formar uma espécie de gel no intestino delgado e liberar seus aminoácidos gradualmente na corrente sanguínea. Essa ação se destaca por ser uma boa escolha de proteína anti-catabólica de longa duração.

Justamente por isso, os praticantes de atividade física utilizam o caseinato de cálcio no pós-treino com o intuito de complementar a whey protein ingerida no pré-treino, ou antes de dormir para evitar o catabolismo muscular ou entre as refeições para manter um bom estado anabólico.

Como o caseinato de cálcio é mais solúvel que a caseína, ele se dissolve melhor em líquidos e sua digestão no intestino é mais rápida que a caseína, porém ainda mais lenta que a digestão e absorção do whey protein. Já a caseína é digerida mais lentamente, podendo chegar a proporcionar aminoácidos à corrente sanguínea depois de 6-7 horas após ser ingerida. Diante desses fatos, alguns estudos recomendam que a caseína seja tomada antes de ir dormir, pois a liberação de aminoácidos vai ser lenta e o caseinato de cálcio é interessante logo após um treinamento físico e também entre as refeições, para manter o anabolismo celular, já que a liberação de proteínas é mais rápida que da caseína.

O caseinato de cálcio será indicado em suplementação oral e dietas enterais, nos casos de: 

  • hipertrofia muscular 
  • reposição proteica em condições clínicas 
  • gastroplastias 
  • pós-cirúrgicos em geral 
  • intolerância à lactose 
  • recuperação de hipoalbuminemia (desnutrição) 

Lembre-se de sempre conversar com seu nutricionista para saber o melhor plano alimentar e suplementação para você! E claro, com seu professor de educação física, que prescreverá o treino adequado aos seus objetivos!

Bibliografia consultada:

KRUGER, C. C. H.; COMASSETTO, M. C. G.; CÂNDIDO, L. M. B.; BALDINI, V. L. S.; SANTTUCCI, M. C.; SGARBIERI, V. C. Biscoitos tipo ‘cookie’ e ‘snack’ enriquecidos, respectivamente com caseína obtida por coagulação enzimática e caseinato de sódio. Revista Ciência e Tecnologia dos Alimentos, Campinas, v. 23, n. 1, p. 81-86, janeiro/abril, 2003.

ROMAN, J. A.; SGARBIERI, V. C. Obtenção e caracterização química e nutricional de diferentes concentrados de caseína. Revista de Nutrição, Campinas, v. 18, n. 1, janeiro/fevereiro, 2005.

SILVA, S. V. Desenvolvimento de iogurte probiótico com prebiótico. 2007. 97 f. Dissertação (Mestrado em Ciência e Tecnologia dos Alimentos) – Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2007.

Fonte: Site Supleforma

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A IMPORTÂNCIA DA NUTRIÇÃO PARA A FAMÍLIA CRESCER


Causas de infertilidade em homens e mulheres, tratamentos para engravidar e a dieta da cegonha tem sido temas tratado com regularidades. “A família quer crescer”. A infertilidade é definida como a falha em conceber após um ano de relação sexual sem métodos contraceptivos com o mesmo parceiro. Se a gravidez não ocorre após um período maior que um ano, o casal deve ser tratado como subfértil. Eventualmente, um homem subfértil pode engravidar uma mulher super fértil. Quando o assunto é fertilidade, vários aspectos precisam ser avaliados, sendo importante considerar também a dieta e a composição corporal.

A reprodução humana é profundamente afetada pelo IMC. Além de diminuir a idade da primeira menstruação, a obesidade exerce influências negativas no ciclo menstrual ao longo da vida: contribui para a anovulação e subfecundação e pode aumentar o risco de aborto. Níveis de insulina e LH elevados, razão FSH-LH anormal, progesterona na fase luteínica baixa compõem um perfil hormonal comum entre mulheres obesas, que contribui para a anovulação.

A obesidade não é um problema apenas para as mulheres. No homem, o excesso de peso tem sido relacionado à subfecundidade e à menor qualidade do sêmen. O acompanhamento de vários casais para avaliar o impacto do IMC na fertilidade mostrou que existe sim risco aumentado de subfecundidade quando o peso não está adequado. Quando o IMC do homem e da mulher está na faixa de normalidade, (18,5-24,99 kg/m2) as chances de problemas de fecundidade são menores. Porém, quando ambos estão com IMC entre 25-29,99 kg/m2, classificados como sobrepeso, existe 41% de chances de subfecundidade. Em compensação, quando o IMC de ambos está na faixa de obesidade (≥ 30 kg/m2) essa chance sobe para 174%. Portanto, para casais que estão tentando engravidar e não conseguem, é possível que a perda de peso de ambos possa ajudar a acertar o alvo.


Além disso, indivíduos obesos podem apresentar níveis elevados de homocisteína, uma vez que a maioria apresenta resistência à insulina ou ingere uma dieta com alto índice glicêmico, fatores que tendem a aumentar os níveis de homocisteína no sangue. A homocisteína é um aminoácido que, quando em níveis elevados, tem sido associada com a ocorrência de abortos. Vários fatores influenciam seus níveis sanguíneos como idade, sexo, hormônios esteroides, inflamação crônica, consumo de café, atividade física e deficiências nutricionais. As vitaminas B6, B12 e ácido fólico são importantes na regulação dos níveis de homocisteína, além de participarem da renovação dos tecidos e proliferação celular. Todos os processos envolvidos nas funções reprodutivas da mulher como o desenvolvimento do óvulo, a preparação do endométrio (parede do útero), a implantação do embrião e a própria gestação podem ser prejudicados pela deficiência dessas vitaminas, principalmente de ácido fólico, que está mais associado ao acúmulo de homocisteína. Dessa forma, a mulher pode não ser capaz de conceber uma criança como resultado de distúrbios na qualidade do óvulo ou na maturação endometrial resultante de metabolismo de ácido fólico prejudicado.

Os resultados de um estudo mostraram a influência genética no metabolismo do ácido fólico. Variações nos genes (polimorfismos) das vias que o ácido fólico participa poderiam ser uma das razões para complicações da fertilidade em mulheres com ovulação e níveis hormonais normais. A influência de uma única variação na sequência dos genes pode ser fraca, mas pode se tornar evidente quando há coexistência com outros polimorfismos ou no caso de deficiência dietética de ácido fólico. Em outro estudo, mulheres com mutação no gene que expressa a enzima que contribui para manter os níveis de homocisteína normais, após suplementação durante 1 mês de ácido fólico e vitamina B6, apresentaram níveis de homocisteína normais, e 3 meses depois a maioria delas engravidou e manteve a gestação. As fontes alimentares dessas vitaminas incluem gérmen de trigo, aveia, banana, atum, carnes, tofu, folhas verdes escuras, brócolis, couve-flor, repolho, cereais integrais, ovos e levedo de cerveja.

A Síndrome do Ovário Policístico (SOP) é outro problema relacionado com desordens ovulatórias, oligomenorréia, hiperandrogenismo, infertilidade e aumento de abortos em mulheres. Está frequentemente associada com resistência à insulina, e os níveis circulantes elevados desse hormônio impediriam a ovulação. Portanto, a modulação dos níveis de insulina por meio de uma dieta adequada e até com uso de suplementos seria interessante, tanto em mulheres com excesso de peso quanto SOP. De um grupo de 15 obesas com SOP e relato de anovulação e hiperandrogenismo, a maioria apresentou níveis de vitamina D deficientes, e a suplementação dessa vitamina melhorou a secreção e a ação da insulina. Em outro estudo, cientistas avaliaram os níveis de vitamina D no sangue e no fluido do folículo em mulheres submetidas a fertilização in vitro. Observaram que os níveis dessa vitamina no folículo refletem os níveis sanguíneos, e que mulheres com maiores níveis de vitamina D são mais propensas a atingir a gravidez clínica após transferência do embrião fertilizado in vitro. A vitamina D parece regular a expressão de um gene endometrial crítico para o processo de implantação. Um banho de sol e consumo de alimentos ricos em vitamina D (ovo, peixes, manteiga) podem ajudar a diminuir a resistência insulínica e permitir a ovulação.

O estresse oxidativo causado pelo excesso de radicais livres também tem efeitos negativos na fertilidade. Mulheres com endometriose parecem produzir radicais livres em maior quantidade que outras pacientes. Nesse sentido, os antioxidantes seriam importantes para modular esse excesso. A fama da vitamina E como vitamina da fertilidade não é à toa, uma vez que é um dos principais antioxidantes da dieta. Em relação aos homens, a contagem de espermatozóides, a motilidade e a morfologia são parâmetros para estimar a sua fertilidade. O baixo consumo de antioxidantes dietéticos associou-se com menor motilidade do esperma. Além disso, homens inférteis consumiam menos do que 5 porções diárias de frutas e vegetais ,refletindo baixa ingestão de vitamina C. Maior ingestão de carboidratos, fibras, ácido fólico, vitamina C e licopeno (presente principalmente no tomate), e menores de proteína e gordura foi observada em homens férteis. Espermatozoides humanos são particularmente sensíveis aos danos por radicais livres porque contêm alta concentração de ácidos graxos poli-insaturados, mais susceptíveis ao ataque desses radicais. Antioxidantes como a vitamina E, vitamina C e carotenoides podem combater os radicais livres e manter a integridade das células do esperma por prevenir os danos oxidativos ao DNA dessas células. O zinco também tem papel importante no desenvolvimento testicular normal, espermatogênese e motilidade, além de fazer parte do sistema antioxidante enzimático do organismo. Sintomas clínicos da deficiência de zinco incluem queda de cabelo, lesões de pele, cicatrização demorada, disfunção do sistema imune e hipofunção dos órgãos sexuais alterando os níveis hormonais.

Portanto, os dados de estudos com homens e mulheres são compatíveis com a hipótese de que o estresse oxidativo associado com aumento da geração de radicais livres e redução da capacidade antioxidante é negativamente correlacionada com os parâmetros masculinos e femininos de fertilidade. Todos os estudos apresentados reforçam a necessidade do controle de peso a partir de uma dieta colorida, rica principalmente em compostos antioxidantes, vitaminas do complexo B, vitamina D e zinco. A necessidade de suplementação de vitaminas e minerais deve ser avaliada para cada caso, mas independente disso, a alimentação equilibrada em quantidade e qualidade é um requisito básico.


** Texto elaborado pela Dra. Tatiana Fiche, aluna bolsista do curso de Pós-graduação em Nutrição Clínica Funcional pela VP Consultoria Nutricional/ Divisão Ensino e Pesquisa.
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